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com a devida vénia ao jornal electrónico Politico,que publicou estes cartoons.
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com a habitual vénia ao cartoon movement. sobre a única Terra que temos. e não, não sou ecologista, mas ecossensível. cada vez mais.
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Sou do sonho da Europa, mas também do pesadelo anunciado, e por ele vivo na esperança da floração das promessas, enquanto houver esperança, enquanto houver flores. Sublinho hoje esse sonho, que é de tantos, através desse meio livre de acção e pensamento que é o cartoon, contra o pensamento correcto, que mais devia chamar-se pensamento agrilhoado. Com a devida vénia ao cartoon movement
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com a devida vénia ao jornal electrónico Politico,que publicou estes cartoons.

With due bow to the political electronic newspaper, which published these cartoons.
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Paulo Sande

AINDA HÁ CAUSAS POR QUE VALHA A PENA LUTAR?

Há perguntas que contêm em si mesmas a resposta e poucas, para mim, são mais evidentes do que esta. Sim, há causas q...ue merecem o nosso esforço, a nossa exposição, a nossa fé, o nosso comprometimento.

A bandeira nacional é uma. O hino nacional é outra. A História do nosso país, outra ainda.

E começo por usar uma palavra também "maldita", nos tempos esquisitos que vivemos: são causas sagradas, por que vale a pena lutar (veja-se a série sobre o Politicamente Correcto que tenho vindo a publicar na página Europa - Paulo Sande). Bandeira, Hino e a nossa História, fazem parte, e parte fundamental, daquilo que somos como povo. Nascemos com elas, vivemos com elas: exijo que seja respeitado o meu direito de morrer com elas.

Bandeira, Hino e a nossa História são matéria inseparável do tecido identitário que faz de nós quem somos. Retirem-nos, retirem o simbolismo que os eleva, de um deles que seja, e o elo indestrutível que nos une como portugueses, o elo inquebrável que os meus pais me disseram ser a História do que somos e de quem somos, a Bandeira em que nos reconhecemos, o Hino que ecoa no interior de cada um de nós, retirem-nos, des-simbolizem-nos, emporcalhem-nos, e esse elo indestrutível começará a ser destruído.

Bandeira, Hino e a nossa História são a força que nos identifica. São o cimento da nossa identidade como portugueses, tão antiga, tão notável como sofrida, tão milagrosa quanto consolidada. Tão generosa também, porque nela cabem todos quantos nela queiram caber, tantos povos, tantas etnias, tantas linguagens que ao longos dos séculos, nos últimos anos mesmo, têm vindo ancorar à sua sombra, ao som das suas notas, ao verbo imponente e trágico das crónicas dos heróis e dos homens normais de antanho. Portugueses de antigo, portugueses de sempre. Nós.

Não são bonitos? Não são ideais? Combinam cores que não combinam, usam palavras que não se usam, contam histórias politicamente incorrectas? Depende do que cada um de nós pensa e cada um de nós tem o direito de sobre isso pensar como quiser. É isso ser liberal, liberal significa em primeiro lugar ser livre, livre para agir, livre para pensar, livre para lutar pelas causas em que acreditamos.

Na recente campanha em que tive a honra de protagonizar uma candidatura no âmbito de outra causa em que profundamente acredito e pela qual nunca deixei de lutar – a união cada vez mais estreita entre os povos da Europa – disse repetidamente ser um defensor sem medo e radical da moderação. Do bom senso. Da luta, outra que vale a pena, contra os extremismos de qualquer cor, de qualquer direcção, de qualquer ideologia. E por isso lutarei como sempre fiz, pela pena e com a palavra, contra o emporcalhamento, a crítica acéfala, a retirada dos símbolos que me fizeram e fizeram meus pais, meus avós, meus egrégios avós.

Não tenho receio de ser apelidado de nacionalista, porque lutei contra os nacionalismos radicais, xenófobos, isolacionistas, não tenho receio de ser apelidado de globalista, porque acredito, lutei e luto por uma globalização inteligente, necessária, de futuro, não tenho receio de ser acusado de racista, sexista, capitalista ou outro “ista” qualquer, porque há décadas escrevo contra as injustiças e as desigualdades, certamente há muito mais tempo e de forma mais pública e veemente do que muitos dos que de repente nos vêm querer impor padrões, exigir reparações
históricas, classificar como isto ou aquilo, pôr em causa os símbolos da nossa identidade.

Não ter receio, dar a cara, lutar pelas causas que contam: é isso que significa ser livre, ser liberal, é isso que eu sou e o que eu sou nunca ninguém me poderá fazer deixar de ser.

Por isso, sejam os relatos e as histórias que correm nas redes sociais, nas crónicas e nas conversas do dia-a-dia sobre os os ataques à bandeira, ao hino e à nossa História verdadeiros ou exagerados, uma coisa é certa: até que os portugueses, todos nós, em conjunto e democraticamente, considerem que a bandeira das quinas e o hino dos heróis do mar devem deixar de ser os símbolos que nos identificam, unem e definem, lutarei por eles, passarei com respeito e orgulho à sombra do trémulo pedaço de tecido vermelho e verde, cantarei a pulmões plenos os versos "nação valente, imortal" – porque é valente este pequeno país à beira mar plantado, e imortal na sua sobrevivência independente de oito séculos de uma difícil perificidade, com os seus heróis, os seus vilões, as suas histórias.

Ah, pois, a História: como querem que a renegue, um grão dela que seja, quando dela fazem parte os meus antepassados, o meu pai que por ela lutou e foi preso em paragens longínquas, o meu avô que a Pátria (outra palavra maldita, estou cansado…) reconheceu, essa História notável de sobrevivência e resiliência, coragem e também cobardia, feitos heroicos e feitos vergonhosos. Como é próprio do humano, afinal, mas de registar pelo que significa do quanto o humano é capaz de se elevar quando quer, quando luta, quando tem alma até almeida e honra até ser noite, até depois da noite, até voltar a ser dia. Honra de ser português.

Oiço pô-la em causa e lutarei por ela, reconhecendo os erros cometidos mas realçando o seu significado global, lutarei por ela, eu nacionalista impenitente, eu europeísta convicto, eu globalista convencido, eu liberal moderado, lutarei porque há causas por que vale a pena lutar.

Sim, há causas que merecem o nosso esforço, a nossa exposição, a nossa fé, o nosso comprometimento. A minha causa é afinal “o rosto” com que a Europa fita “O Ocidente, futuro do passado”. Tem um nome, o maior de todos os símbolos: Portugal.

Chamem-me nomes, se quiserem.

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