"A deputada do PS Isabel Moreira, acaba de publicar um texto no jornal "Público" critico de um outro texto do deputado europeu Paulo Rangel sobre o tema da eutanásia. Para justificar a sua posição Isabel Moreira termina o seu artigo com o seguinte: "Honremos o Parlamento. Mesmo quando queremos muito que uma lei seja chumbada. Não vale tudo."

Sem querer entrar para já no debate sobre a eutanásia, começo antes por perguntar à deputada Isabel Moreira se acha que o Parlamento tem...

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É cada vez mais difícil saber o que o PS e o Primeiro Ministro pretendem realmente
fazer da governação e em particular da economia portuguesa. Falo com empresários
que encontro um pouco desorientados com as variadas notícias sobre as intenções do
Governo, frequentemente contraditórias e que mudam com demasiada frequência.
Não adianta tentar ouvir diferentes responsáveis sobre a mesma dúvida, dizem-me,...

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"Acordos entre o PSD e o PS?

O PSD da versão Rui Rio decidiu iniciar conversações com o PS em duas matérias consideradas importantes: a Descentralização Administrativa do País e o próximo Quadro Comunitário, o que envolve as grandes obras públicas. Sendo que os vários comentadores de serviço emitiram já a opinião de que a tarefa não será excessivamente difícil, apesar de existir uma corrente no PSD que defende que com o PS, acordos, jamais.
Penso que em principio esses desav...

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"Promessa por Cumprir: Ainda não temos defesa contra o “WAP Billing”

Todos os piores receios se confirmaram. Depois da entrega da petição contra os “serviços adicionais” (WAP Billing) no Parlamento (http://www.parlamento.pt/ActividadeP…/…/DetalheAudicao.aspx…) e da decorrente audição por três deputados que, notoriamente, não só não conheciam a escala do problema nem estavam preparados para receber os peticionários eis que a promessa deixada pelo presidente da Comissão Parlame...ntar, Helder Amaral (CDS) de que “até ao final de fevereiro teremos o problema resolvido”
https://www.rtp.pt/play/p4232/e326768/sexta-as-9 (ao minuto 17:07)

Pois bem: promessa incumprida. Nada mudou a nível legistativo. Este fenómeno continua a acontecer numa base diária (ver

https://www.facebook.com/groups/NAO.Servicos.Adicionais.WAP.Billing/) e este problema e (grave) lacuna legal (cuja exploração gera mais de 300 milhões de euros por ano e quase 2 milhões (!) de vítimas) ainda irá arrastar-se – prejudicando centenas de milhar de portugueses – depois de fevereiro.

Confirma-se assim mais um reforço para o descrédito no nosso regime Parlamentar.
A mensagem ao deputado Helder Amaral, com conhecimento desta Comissão Parlamentar (6ceiop@ar.parlamento.pt):

“Sou o 1º peticionário da 362/XIII/2ª que foi ouvido dia 24 pela Comissão de Economia.
O sr. deputado disse ao Sexta às 9 que o Parlamento “resolveria o assunto” até ao fim de fevereiro.
Mas os seus colegas de comissão (estavam presentes 3) não pareciam estar a par.
Poderia confirmar este compromisso?
Reitero a necessidade de legislar em relação a este problema tendo em conta que esta “burla” resulta de uma lacuna legal que afecta 20% de todos os utilizadores de telemóveis em Portugal (a um ritmo de 1.8 milhões de casos (!) semanais)”

Não teve, também, qualquer tipo de resposta.

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"Um Pais, Dois Destinos
A Impreparação do Primeiro Ministro
Não deveria ser possível chegar ao topo do poder político nacional quem, independentemente das suas competências especificas, não tivesse no corpo e na cabeça uma experiência de vida e uma visão mínima sobre as regras do desenvolvimento dos países em geral e de Portugal em particular. Não sendo isso que acontece, herdámos António Costa como Primeiro Ministro, bem como herdámos ministros que navegam à vista e assume...

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"Duas pequenas notas, ou antes, dois pequenos recortes do Público de hoje, seguidos de dois comentários.
1º « Ainda assim, o Governo insiste: a entrada da Santa Casa da Misericórdia no Montepio é como investir em arte».
Comentário: compreendo o Governo, pois o investimento em arte não é, nem nunca foi, negócio que o comum dos mortais entenda!
2º « Na Alemanha, a AfD ultrapassou o SPD numa sondagem. O partido extremista aparece em segundo lugar, com 16%, num inquérito de opin...ião onde os sociais-democratas afundam nos 15,5%. E, enquanto se forma a nova "grande coligação", Angela Merkel escolheu a sua sucessora. Chamam-lhe AKK». ( Mini Merkel, digo eu, depois de ler um artigo da imprensa alemã)
Comentário: Aqui importa ir para além da notícia e aprofundar o tema. Já há uma semana escrevia sobre a queda de credibilidade do SPD alemão, sob a liderança de Martin Schulz. Custa dizer isto, mas depois de cerca de um século de dinamismo ( social, politico e económico) , com os resultados que em seu nome (Esquerda) foram produzidos, alguns positivos, mas outros humanamente catastróficos, a Esquerda é hoje parte do problema da maioria das nações desenvolvidas, pois tornou-se totalmente incapaz de compreender a realidade do Mundo atual e das nações onde politicamente a esquerda existe e é atuante. A esquerda politica foi resultado dum contexto histórico concreto, apoiada em pensamento filosófico, politico, económico adequados, (e socialmente nos trabalhadores), ganhou terreno por vontade e uma praxis visando transformar, libertar e combater as desgraças. Mas um século passado, não sendo capaz de interpretar corretamente o contexto atual, de perceber o que mudou e como ela própria deve mudar, sem pensadores inovadores e corajosos, a esquerda encostou-se sem ideias ao establishment, investindo praticamente apenas no politicamente correto, que se tornou um fascismo cultural horrendo, não justificando assim suficientemente a sua razão de existir, pelo que os cidadãos vão agindo em conformidade. Quanto à direita, ela so existe por reação à esquerda. Desaparecendo a esquerda , desaparecem as velhas ideologias. É por isso que se assiste a um novo conservadorismo e um novo nacionalismo, que muitos, por pavor e incapacidade de análise da realidade, qualificam de populismo e até fascismo.
Este processo de mudança está em marcha, e parece-me que nada o deterá! Só temo que conduza a guerras por parte daqueles que querem manter as coisas como estão e o rumo atual.
Um analista político dizia há tempos: Na vida politica económica e social dos nossos dias, o mais importante não é afirmarmos para onde é que a realidade deve ir, mas em primeiro lugar perceber para onde ela vai!"
Joaquim Ventura Leite

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Subscrevo (se concorda subscreva também fazendo "Gosto") a esta publicação:
"Propomos que a Junta de Freguesia de Alvalade - Lisboa (onde Edmundo Pedro viveu mais de meio século) organize
um prémio anual de Cidadania Activa que distinga o projecto de cidadania mais relevante nesse ano a nível nacional.
Este prémio seria entregue, em cerimónia pública, no Centro Cívico Edmundo Pedro (em Alvalade) no dia do seu nascimento (8 de Novembro)"
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edmundo_Pedro

"Os partidos tradicionais" atravessam hoje, em Portugal e no mundo, uma grave crise de representação democrática interna: os militantes estão afastados da vida partidária e os Aparelhos profissionalizaram-se e transformaram-se em prolongamentos do Estado e das Autarquias Locais, quando deviam estar em contacto permanente com as Populações. A dependência financeira entre os membros dos aparelhos, os directórios partidários e o poder democrático, tornou os decisores internos do...s partidos em simbiotas do Estado, reduziu abruptamente o seu sentido crítico, pois é dessa simbiose que depende a sua própria sobrevivência financeira e inclusive, a sua própria rede familiar e de amigos ,e consequentemente a sua capacidade para mobilizaram a grande massa "anónima" de militantes. Hoje em dia, no PS assim como em todos os grandes partidos portugueses (PCP incluído como se vê nos orçamentos que entrega no Tribunal de Contas), as campanhas eleitorais são sobretudo um exercício de empresas de marketing político,quase sempre de militantes ligados ao Aparelho local e quase nada de militância activa e participativa. Para esta dormência interna dos partidos e, em particular, do Partido Socialista está agora a ser reforçada com esta determinação, a partir do topo, de coligações eleitorais às estruturas locais dos partidos.
Aplica-se no PS a "Lei do Oitavo": metade dos militantes não pagam quotas, da metade que paga (ou a quem alguém paga) a quota apenas metade participa efetivamente nas actividades internas do partido (assembleias de militantes e eleições) e dessa metade apenas metade, nas actividades externas (a saber: campanhas eleitorais): um oitavo. Se estamos perante um partido vivo a apenas um oitavo do seu potencial teórico estamos perante um problema que pode conduzir a um recuo massivo da capacidade do partido para influenciar (fora do Poder, dos circuitos internos e de dependência financeira) a sociedade e que, a prazo, e após terminada esta experiência positiva da "Geringonça" pode levar o PS ao mesmo destino de outros partidos europeus de Centro Esquerda. É preciso recuperar para a democracia os milhões de cidadãos que perderam a esperança na capacidade do voto para influenciar as suas vidas e para a vida partidária interna todos os militantes que se desinteressaram da mesma porque constataram que a sua opinião não é escutada, nem considerada, sequer, para a tomada interna de decisões. Não iremos, contudo, recuperar jamais para uma militância activa que se afastou dela porque essa actividade não produzia efeitos, não reconhecia nela uma capacidade mínima para influenciar a condução do processo político, pior, sentia que as decisões eram tomadas sem irem, sequer, aos órgãos internos onde estas decisões deveriam ter nascido (as bases e não os pináculos das pirâmides)."
Rui Martins

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"Uma nova vaga de intolerância
Muito do autoritarismo e da intolerância que eram a marca do anterior regime, estão agora, pouco a pouco, a serem introduzidos na sociedade portuguesa. Com a nota curiosa de que isso se passa principalmente entre os sectores da esquerda, que foram os sectores que mais coerentemente combateram Salazar. Ultimamente, têm surgido sucessivos casos de intolerância e de um certo pensamento oficial vindos de áreas da geringonça, nomeadamente do Bloco d...

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"A realidade social e política em Portugal actual, juntamente com algumas dinâmicas de mudança ou reacção que vão surgindo pela Europa, pedem um discurso político novo, que não tem nada a ver com o que nos é fornecido pelos partidos políticos, com ou sem representação parlamentar.
Dito de outra forma, não é possível combater aquilo de que se queixa Henrique Neto apenas com umas mudanças em termos de Assembleia da Republica. A Assembleia da República é que mudará depois se for... eleito alguém com um discurso mais nacionalista, menos politicamente correto, que chame os bois pelos nomes. Não devia ser assim. Mas infelizmente terá que ser assim, dada a degradação e indigência políticas a que se chegou.
Eu olho para a América hoje e dou-me conta, com horror, da corrupção que atingiu o partido democrático, coisa que me passaria despercebida não fosse o interesse em acompanhar a mudança que ocorreu na presidência daquele país.
Depois, quando olho para a Europa, li há dias um levantamento de umas centenas de eleições regionais e locais que ocorreram pela Europa nos últimos dois ou três anos, e constata-se que as forças de direita conquistaram mais de setenta por cento dessas eleições e a esquerda terá conseguido uns míseros seis porcento.
Isto mostra-me que não estou a delirar quando afirmo que há hoje na política uma realidade e uma fantasia, esta normalmente perigosa, e que a esquerda tem vivido e governado sobretudo do lado da fantasia.
Ao contrário do que pensava há dois ou três anos, hoje não tenho dúvidas de que é necessário, e com urgência, um movimento político que vise o poder, com um discurso diferente, populista qb, de rotura com o status quo, um movimento anti elite, que defenda uma recuperação e regeneração da democracia que foi capturada e abastardada. Eu adivinho o que liberais e esquerdas dirão a isso, mas não vejo alternativa."
Joaquim Ventura Leite

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